quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
#26
Esses caras que escrevem+desenham tirinhas são, na minha opinião, o mais próximo do que podemos chamar de gênios hoje em dia. Afinal, se esta é a época da informação em formato de pílula, eles já sacaram isso há muito tempo e com poucos quadrinhos, mínimo texto e imagens bacanas, eles resumem o que muito cronista não consegue em sei lá quantos toques.
Já que não sei desenhar e meu texto de mínimo não tem nada (além de estar longe de ser o máximo), acho que é meu dever divulgar o trabalho desse pessoal. Na verdade, é um prazer.
Então, inaugurando a seção “Tira! Tira! Tira!”, vamos de Liniers, um argentino com olhar e traço muito bacanas.



Tem mais aqui. E vale fuçar.
Já que não sei desenhar e meu texto de mínimo não tem nada (além de estar longe de ser o máximo), acho que é meu dever divulgar o trabalho desse pessoal. Na verdade, é um prazer.
Então, inaugurando a seção “Tira! Tira! Tira!”, vamos de Liniers, um argentino com olhar e traço muito bacanas.
Tem mais aqui. E vale fuçar.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
#25
Pouco antes de trocar o Direito pela Publicidade, assisti por acaso a um vídeo da campanha Valores do Brasil, assinada pelo Banco do Brasil, que, evidentemente, contribuiu para essa minha mudança de área e ares.
Essa campanha, para quem não lembra ou nunca ouviu falar, era o seguinte: sete valores (Fraternidade, Afeto, Identidade, Confiança, Originalidade, Alegria e Conhecimento), sete curtas-metragens de três minutos dirigidos por sete diretores (Andrucha Waddington, Beto Brant, Cacá Diegues, Carla Camurati, Daniel Filho, Fernando Meirelles e Jorge Furtado). E todos passaram na televisão apenas uma vez, em horário nobre.
Na época não tinha YouTube, um DVD foi prometido (mas acho que nunca saiu) e os filmes ficaram naquela “quem viu, viu, quem não viu, não viu”.
Bom, hoje tem YouTube, que (ainda) não tem todos os sete, mas o do Fernando Meirelles e o do Jorge Furtado só estão esperando você apertar o play.
Essa campanha, para quem não lembra ou nunca ouviu falar, era o seguinte: sete valores (Fraternidade, Afeto, Identidade, Confiança, Originalidade, Alegria e Conhecimento), sete curtas-metragens de três minutos dirigidos por sete diretores (Andrucha Waddington, Beto Brant, Cacá Diegues, Carla Camurati, Daniel Filho, Fernando Meirelles e Jorge Furtado). E todos passaram na televisão apenas uma vez, em horário nobre.
Na época não tinha YouTube, um DVD foi prometido (mas acho que nunca saiu) e os filmes ficaram naquela “quem viu, viu, quem não viu, não viu”.
Bom, hoje tem YouTube, que (ainda) não tem todos os sete, mas o do Fernando Meirelles e o do Jorge Furtado só estão esperando você apertar o play.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
#24

Na última semana, o Brasil inteiro acompanhou o sequestro (e seu trágico desfecho) das meninas Eloá Pimentel e Nayara Silva. E acompanhou porque emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas etc. fizeram questão de mostrar e transformar em espetáculo o drama e a loucura alheios em prol de seus índices de audiência.
Deu no que deu. E justo quem não devia morreu.
Mais ou menos o que aconteceu há alguns anos atrás, no caso do ônibus 174, que recentemente voltou à pauta das discussões pelo lançamento do novo longa de Bruno Barreto – Última Parada 174.
Também hiper-explorado pela mídia à época, todo mundo se lembra do quão patético e terrível foi seu encerramento.
Em suma: dois casos, duas vítimas inocentes e uma cobertura midiática implacável, como se o destino de todos os brasileiros dependesse da conclusão daquilo.
Torno a repetir: eu sei que tragédias fascinam, mas custava à TV, pelo menos enquanto essas coisas estão acontecendo, alienar (mais) um pouquinho seus telespectadores?
Talvez a Eloá ainda estivesse aí.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
#23

Tenho um amigo que é um gênio da economia. E vez ou outra ele nos presenteia com excertos de sua inacabada Teoria Holística Comprovada.
Sobre esta, algumas palavras são necessárias.
Há 15 anos no prelo, a obra, a ser lançada em breve e em três tomos, explica até coisas consideradas inexplicáveis, como, por exemplo, o domínio do clãs na cena cultural brasileira, como, por exemplo, o do clã Meirelles.
Família grande, cada um seguiu para um canto - Fernando foi para o cinema, Cildo virou artista plástico, J.T. e Ivo se enveredaram pela música, e tia Cecília acabou se tornando nossa poetisa maior.
Mas como, para se fazer cultura, aqui ou em qualquer outro lugar do mundo, um pouco de dinheiro sempre ajuda, nada mais justo (e lógico) que Henrique Meirelles continue à frente do Banco Central, centralizando todo o processo.
Entendeu?
Nem eu.
Questionado, E.M. apenas diz: leia o livro e saberás.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
#22
Socialmente, sou daqueles que sempre mete o pau em listas de qualquer espécie. Melhor disco, filme, livro, lugar etc. Acho toda qualificação de “melhor” ou “pior” um critério muito mais pessoal que histórico/social passível de sistematização.
Por outro lado, sempre que qualquer lista cai em minhas mãos, fico um bom tempo analisando, concordando ou discordando das opiniões de quem a montou.
Tudo isso pra dizer que a lista dos 100 maiores artistas da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone deste mês, é no mínimo curiosa.
Concordo com a Santíssima Trindade. Tom Jobim, João Gilberto e Chico Buarque, nesta ordem.
Discordo de Caymmi e Pixinguinha depois de Tim Maia, de Renato Russo e Gal Costa na frente de Moacir Santos, Tom Zé e João Donato e do lugar em que colocaram o Radamés Gnatalli – 87. Detalhe que a chamada do tópico dele é “O segundo maestro soberano do Brasil”.
Enfim, mais uma lista, elaborada por jornalistas, radialistas, apresentadores de TV e, claro, críticos.
Críticos. Já entendi então porque o Ed Motta não está nessa lista.
Por outro lado, sempre que qualquer lista cai em minhas mãos, fico um bom tempo analisando, concordando ou discordando das opiniões de quem a montou.
Tudo isso pra dizer que a lista dos 100 maiores artistas da música brasileira, publicada pela revista Rolling Stone deste mês, é no mínimo curiosa.
Concordo com a Santíssima Trindade. Tom Jobim, João Gilberto e Chico Buarque, nesta ordem.
Discordo de Caymmi e Pixinguinha depois de Tim Maia, de Renato Russo e Gal Costa na frente de Moacir Santos, Tom Zé e João Donato e do lugar em que colocaram o Radamés Gnatalli – 87. Detalhe que a chamada do tópico dele é “O segundo maestro soberano do Brasil”.
Enfim, mais uma lista, elaborada por jornalistas, radialistas, apresentadores de TV e, claro, críticos.
Críticos. Já entendi então porque o Ed Motta não está nessa lista.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
#21

Semana passada, durante o festival de cinema do Rio de Janeiro, minutos antes da exibição do filme “Todo Mundo tem Problemas Sexuais”, de Domingos de Oliveira, Pedro Cardoso leu um manifesto contra a nudez no cinema e na TV brasileira.
Neste documento, Pedro acusou a nudez gratuita, aquela cujo único propósito é “agradar” o público, sem nada acrescentar à obra - fenômeno que há muito tempo constrange e incomoda boa parte do próprio público.
Admiro muito o trabalho do Pedro como ator e autor (recentemente, li e gostei bastante de “Os Ignorantes” e “O Auto-Falante”) e também a sua coragem de se manifestar sobre um assunto tão delicado de nossa cultura.
Embora, como bom mineiro que sou, minha posição quanto a esse assunto já esteja sacramentada há muito.
Dois cumpadre de Uberaba tavam bem sossegadim fumando seus respectivos cigarrim de paia e proseano. Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:
- Cumpadre, o que quiocê acha desse negócio de nudez?
No que o outro respondeu:
- Acho bão, sô!
O outro ficou assim, pensativo, meditativo... e perguntou de novo:
- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?
E o outro:
- Uai! É mió nudês do que nunosso, né não?
domingo, 12 de outubro de 2008
#20

Estão todos falando muito bem da nova coleção de músicas do Oasis, Dig Out Your Soul. E com razão, pois a nova safra de canções dos Gallagher & Cia. é realmente impressionante e revelam uma banda madura, mas com energia de sobra ainda para encher e balançar estádios mundo afora.
Modéstia à parte, eu já vinha cantando essa pedra há algum tempo, desde que Don’t Believe The Truth, o álbum anterior, foi lançado em 2006. É que neste disco, além da bateria de Zak Starkey (filho de Ringo Starr e membro efetivo do The Who), Andy Bell e Gem Archer entraram definitivamente no processo criativo da banda, processo este que, antigamente, era praticamente monopolizado por Noel Gallagher.
Deu certo, muito certo.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
#19
Eu acho muito engraçado quando se diz que algo (livro, música, filme, quadro etc.)veio para ficar, entrou para a História, é clássico absoluto, e por aí vai, porque esse é o tipo de coisa que só o Tempo pode dizer.
Vamos exemplificar pra simplificar: os Beatles.
Um dos poucos consensos entre crítica e público, os Beatles gravaram as canções que hoje conhecemos entre 1964 e 1969 (Free as a Bird e Real Love, de 1995, não contam, né?). Enfim, a Humanidade os conhece há 44 anos.
Aa músicas estão aí até hoje, muita gente ama (eu, inclusive) e são superiores a quase tudo lançado entre 1964 e hoje na música pop, lato sensu.
Clássicos, pois.
Não sei. Quarenta e quatro anos, para a História, é um período insignificante e eu não tive acesso ao Livro da Vida para saber que em 3154 a música dos Fab Four vai fazer sentido, ser ouvida, lembrada ou reverenciada como é desde que apareceu no mundo pela primeira vez.
Mas eu espero que sim.
PS.: Este show ocorreu no dia 30 de janeiro de 1969, dia em que minha saudosa mãe completava seus 18 anos. Desde que fiquei sabendo disso, costumo brincar que tal fato (o aniversário dela) motivou até um show surpresa dos Beatles. Pena ela não estar mais aqui para brincar com isso também.
Vamos exemplificar pra simplificar: os Beatles.
Um dos poucos consensos entre crítica e público, os Beatles gravaram as canções que hoje conhecemos entre 1964 e 1969 (Free as a Bird e Real Love, de 1995, não contam, né?). Enfim, a Humanidade os conhece há 44 anos.
Aa músicas estão aí até hoje, muita gente ama (eu, inclusive) e são superiores a quase tudo lançado entre 1964 e hoje na música pop, lato sensu.
Clássicos, pois.
Não sei. Quarenta e quatro anos, para a História, é um período insignificante e eu não tive acesso ao Livro da Vida para saber que em 3154 a música dos Fab Four vai fazer sentido, ser ouvida, lembrada ou reverenciada como é desde que apareceu no mundo pela primeira vez.
Mas eu espero que sim.
PS.: Este show ocorreu no dia 30 de janeiro de 1969, dia em que minha saudosa mãe completava seus 18 anos. Desde que fiquei sabendo disso, costumo brincar que tal fato (o aniversário dela) motivou até um show surpresa dos Beatles. Pena ela não estar mais aqui para brincar com isso também.
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