terça-feira, 30 de setembro de 2008
#18
Eu, que sempre rejeitei qualquer alimentação baseada em fezes, sempre que posso faço minha fezinha na Mega Sena e não costumo fugir de qualquer tipo de bolão, sorteio e aposta.
Bom, semana passada, estive com meu amigo Carlos Alenquer e não resisti: apostei com ele uma caixa de charutos cubanos que, em 2 anos, no máximo, ele estará resolvendo grande parte de seus problemas através de um celular conectado à Internet.
É que desde que comecei a trabalhar com mobile marketing, passei a estudar como um louco esse tema e a conclusão a que sempre chego é que esse é o típico fenômeno irreversível.
Assim como o celular e o PC, no início da década de 90, eram artefatos de luxo, é mera questão de tempo para que as novas tecnologias estejam ao alcance de um número absurdo de pessoas, dando uma nova sacudida no acesso ao conhecimento, nos negócios e, óbvio, nas relações entre as pessoas.
E se o iPhone já causou esse impacto todo, quer apostar quanto que quando a Nokia conseguir lançar o Morph, essa festa toda em cima do celular da Apple vai parecer um mero happy hour?
Valendo outra caixa de charutos cubanos.
#17
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
#16

Hoje, li no G1 que os novos ídolos-mirim Hannah Montana e Jonas Brothers estão se transformando em verdadeiros porta-bandeira de um tabu que parecia estar rompido há muito: a virgindade.
Respeito muito. Ainda mais que eles se dirigem a um público que não precisa nem deveria assistir a insinuações de cunho sexual em tão tenra idade.
Mas o mais divertido, como sempre, acontece do lado de baixo do Equador.
É que Caroline Miranda, sobrinha de Gretchen, acabou de fechar um contrato com uma produtora para a realização de “Fiz pornô e continuo virgem”.
Ahn?
Pois é. Caroline não topou perder a virgindade na frente das câmeras. Suas cenas serão apenas de sexo anal.
Enfim, não deixa de ser uma maneira curiosa de usar o anel para manter a virgindade.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
#15
Direito dele. E problema também.
Porque, logo depois, centenas de leitores indignados escreveram ao JB ofendendo o Mario, exigindo uma retratação, ameaçando cancelarem suas assinaturas etc.
O Thiago Ney, da Folha de São Paulo, passou por isso recentemente.
Semana passada, escreveu na Ilustrada que o primeiro disco solo do Marcelo Camelo ”beira o insuportável” e recebeu centenas de e-mails desaforados de fãs do hermano.
Não vou entrar no mérito se as críticas foram ou não devidamente fundamentadas, mas, mesmo que não, a liberdade de expressão continua sendo um dos direitos mais mal compreendidos nesta nossa democracia, que mais parece coisa do demo, de tão deturpada.
Ora, em um mundo onde existe gente que come cocô, nada mais natural (e louvável) que cada um pense de um jeito, não acha?
Eu sei, tem certas coisas, como Beatles, Stanley Kubrick e feijoada, que todo mundo deveria ser obrigado a amar e reverenciar.
Mas, graças a Deus, não é bem assim e não importa o quanto você, seus amigos, sua família e a crítica achem determinada coisa genial: sempre vai existir aquele que pensa o contrário.
E já que toda unanimidade é burra, melhor que seja assim.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
#14

Eu sempre leio essas frases que o pessoal coloca ao lado de seus nicks no MSN. Tem de tudo: estados de espírito, declarações de amor, convites, propaganda etc.
Tem gente que não suporta. Mas eu, apesar de não utilizar, acho bacana. Mesmo.
Bom, inspirado naquele conto do Luís Fernando Veríssimo, que por sua vez já é inspirado num monólogo do Shakespeare, vamos, humildemente, a um esboço da comédia da vida digital, em sua versão frases de MSN.
Comecemos com nosso personagem ali na casa dos 18, 19, que é quando, na maioria dos casos, a vida começa pra valer.
*************
Fulano – carteira na mão, carteira na mão
Fulano – vestibular? coisa do passado. vem aí Dr. Fulano. hehehe
Fulano – 1º churrasco da turma. convites comigo
Fulano – ressaca
Fulano – 2º churrasco da turma. convites comigo
Fulano – ressaca
Fulano – odeio direito civil
Fulano – 3º churrasco da turma. convites comigo
Fulano – ressaca
Garfield – odeio segunda-feira
Fulano – vida (?) de estagiário! chega, sexta!
Fulano – formei. daqui pra frente: Dr. Fulano, ok? hehehe
Fulano – living la vida loca, yeah!
Fulano – meu nome é trabalho
Fulano – happy hour
Fulano – ressaca. tô ficando velho pr’essas coisas
Fulano – jogando bola na casa do Sicrano
Fulano – jogando poker na casa do Luciano
Fulano – festa de 3 anos de formado. tô dentro!
Fulano – zu, sempre soube que era vc
Fulano – zu, não existo sem vc
Fulano – zu, casa comigo?
Noivo – anel no dedo
Fulano – faltam 4 dias
Fulano – faltam 3 dias
Fulano – faltam 2 dias
Fulano – falta 1 dia
Fulano – casando. zu, te amo!
Fulano – lua-de-mel em paris! uhu!
Fulano – e não é que casar é bom demais?
Fulano – jogando poker online
Fulano – futuro pai de gêmeos
Paizão – meus filhos, minha vida. fotos do parto em http://www.flickr.com/Pictures/Fulano/2010/bercario.html
Fulano – almoço na casa da sogra
Fulano – vendo temperatura máxima
Fulano – vendo faustão
Fulano – vendo o galo perder pro vitória
Fulano – vendo faustão de novo
Fulano – vendo fantástico
Fulano – vendo notebook novo na caixa
Fulano – levando crianças pra escola
Fulano – buscando crianças na escola
Fulano – buscando crianças na natação
Fulano - buscando crianças no inglês
Fulano – buscando crianças no espanhol
Fulano - buscando crianças no mandarim
Fulano – terapeuta de casal, alguém indica?
Fulano – odeio advogados
Fulano – antes só que mal acompanhado
Fulano – dia de curtir os filhos
Fulano – meu peito dói (saudade?)
Fulano – meu peito dói de verdade
Fulano – meu peito dói pra car%$*@
Fulano – enfartando?
Fulano – algum médico aí? help!
Fulano – agonizando
Fulano – fui
domingo, 21 de setembro de 2008
#13
Pode ser apenas uma mera coincidência, mas não deixa de ser um bom sinal.
Agora vem o desmando. Quem vai pegar a batata quente? Para ser bem sincero, caguei.
Como é ano de comemorações, melhor esquecer um pouco o presente, reduzir ao máximo as expectativas quanto ao futuro próximo (o Projeto Tóquio 2013 continua de pé, se o mundo não acabar no ano anterior, claro) e relembrar coisas como essa semi-final do Campeonato Brasileiro de 1994, em que Atlético e Corinthians disputavam o posto de adversário do Palmeiras-Parmalat na Grande Final.
Primeiro jogo, Mineirão lotado. Gol do meio-de-campo, duas viradas de placar e três gols de um cara que tinha tudo para reinar, se um certo fenômeno aí não tivesse ocorrido.
Além de trauma inconteste da minha infância: eu não estava lá.
Enfim, vamos ao vídeo, que é mais bacana. As imagens não estão muito boas, mas dá pra ver legal.
#12

Li Ensaio sobre a Cegueira há alguns anos. Na época, lembro-me de ter pensado algo como: “taí um livro impossível de ser adaptado pro cinema”.
Nem sou tão fã de adaptações assim. Afinal, nem é preciso dizer, de tão óbvio, que são poucas as vezes que um puta livro se converte num puta filme.
É que o pessoal parece não entender que literatura e cinema são duas linguagens, embora complementares, completamente autônomas. Cada uma tem sua própria maneira de contar uma história, de envolver, de fazer refletir etc. E o que ocorre muitas vezes é um livro que inova na narrativa ser filmado de maneira clássica, deixando boa parte do encanto da obra do lado de fora.
Aí vem o Fernando Meirelles e anuncia a produção justo do livro que eu tinha dito que não rolava de virar rolo de filme. O mesmo Fernando Meirelles que, anos atrás, havia convertido um livro mediano (Cidade de Deus, de Paulo Lins) em um dos melhores filmes já rodados no Brasil.
Ok. Minha burrice e meu pessimismo então se transformaram em curiosidade e expectativa e, neste sábado, enquanto a primeira foi saciada, a segunda foi em muito superada.
Ensaio sobre a Cegueira é um senhor filme. Uma obra cinematográfica do mesmo quilate que Ensaio sobre a Cegueira, o livro, é para a literatura contemporânea.
Portanto, se você ainda tem dúvida se deve assisti-lo ou não, eu digo: pode ir, de olhos fechados. hehe
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
#11
Alguém sabe da existência de uma linha assim com os memes brasileiros? E qual seria o primeiro? As fotos do acidente que vitimou os Mamonas Assassinas?
O primeiro que me impactou diretamente – pois na época dos Mamonas eu ainda não acessava a web – foi o já clássico Trote da Telerj.
Vale a pena ouvir de novo.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
#10
Não é.
Então por que tanto post sobre música?
Não sei, mas concordo. Vamos mudar de assunto.
Vamos agora falar do amigo que foi para o Rio: o Vinagre.
O mesmo Vinagre que nesta semana veio me dar a notícia de que vai ser pai.
O mesmo Vinagre que já é meu irmão.
O mesmo Vinagre que ninguém acredita que seu sobrenome seja esse mesmo.
Mas, quanto a isso, problema de quem não acredita.
Porque taí o Jornal Nacional que não me deixa mentir.
#9

Amigo quando é amigo pode ficar um ano sem falar com a gente que, quando rola o reencontro, fica parecendo que não fazia nem 24 horas que não nos falávamos.
Passo por isso direto, uma vez que boa parte dos meus abandonou Belo Horizonte para se encontrarem em outros lugares. Um foi pro Rio, outro foi pra Paris.
O de Paris atende pelo nome de Rodrigo, é Músico (com eme maiúsculo mesmo) e foi para lá estudar e ampliar seus horizontes musicais, que já não mais cabiam nos limites da Serra do Curral.
Mês passado, Rodrigo esteve aqui, passando férias. E, como amigo que é, foi como se ele nunca tivesse ido embora.
Além dos habituais: “O que você está fazendo?”, “Como anda fulano?”, etc. etc. etc., ele me apresentou ao seu mais novo projeto musical – o Staranonyme.
O Staranonyme, tal qual é hoje, nasceu do encontro do Rodrigo com um canadense criado em Paris chamado Sacha. Um dia, Rodrigo foi ensaiar com outra banda no estúdio do Sacha e, ao ouvir a voz deste, deu-lhe o seguinte recado: “O dia em que você estiver precisando de um guitarrista, me liga”. Anotou seu número num papel e foi embora.
Um mês depois, Sacha telefonou.
O primeiro fruto dessa parceria é L’Exorcisme.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
#8
A frase é: “Music is my religion”.
Minha ascendência é judia, minha formação é católica e já passeei por protestantismo, espiritismo e budismo.
Respeito todos esses caminhos, embora nenhum deles tenha me dado o conforto espiritual que senti (e sinto) ao ouvir algo como Aretha Franklin, Al Green, Louis Armstrong ou Ray Charles.
Até hoje, foi o mais próximo que cheguei de Deus.
#7

domingo, 14 de setembro de 2008
#6

Não escondo de ninguém minha admiração pelo CQC, que, hoje em dia, dispensa comentários e apresentações. Acompanho, por acaso, desde o primeiro dia e já cheguei a desmarcar atividades na segunda-feira só para não perder as pérolas de Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Rafael Cortez, Danilo Gentilli e grande elenco em primeira mão.
É que fazia tempo que um programa de TV não despertava isso em mim.
Acho tudo bom. Na maioria das vezes, ótimo.
Mas não os perdôo por não terem desenvolvido mais quadros do Repórter Egocêntrico, que foi ao ar apenas duas vezes. Será que é porque a referência mostrou-se insuperável?
Por falar nisso, amanhã é dia.
#5
A noite de BH e seus paradoxos
Não se obra n’A Obra.
No Social, a cartela é individual.
No Porcão, 90% da carne é bovina.
A Swingers é o point dos solteiros.
O Freud Bar nunca foi analisado pelo caderno Divirta-se.
No Garage d’Caza, carro fica do lado de fora.
É proibido entrar armado no Pau & Pedra.
Sim, já houve briga no Pacífico Café.
A última briga no Tapas foi à base de pontapés.
O Bar Temático nunca teve um tema bem definido.
Sábado passado, o Graças a Deus mais parecia um inferninho.
Nada melhor que o Tudão.
No Vecchio Sogno, as contas são um pesadelo à parte.
O melhor da NaSala são os banheiros.
Nunca houve uma orquestra no Conservatório.
No Vinnil, o som é de mp3.
Mesmo entre os heteros, tomar uma no Redondo pode ser um programa totalmente aceitável.
O Café Tina foi fechado por excesso de trocadilhos.
O Aqui Ó! fica láaaa…
O forte do Ambrosio’s não são as ambrosias.
No Germano, a cerveja é nacional.
O Balaio de Gato é conhecido pela sua rigorosa organização.
No Studio, o som é ao vivo.
O Demodée é o próximo bar da moda.
sábado, 13 de setembro de 2008
#3

Sabe quando você sai para procurar uma coisa e acaba encontrando outra?
Pois é.
Neste ano que a bossa nova completa 50 anos, estou lendo, finalmente, o Chega de Saudade, do Ruy Castro, cujo texto, assim como tudo que ele escreve, é uma delícia e desce redondo.
Ainda não cheguei à bossa propriamente dita, porque antes o Ruy faz um retrato bem legal da música brasileira pré-moderna. E aí, para melhor entender esse fenômeno que João Gilberto & Cia. iniciaram, dei uma pausa na leitura e resolvi mergulhar um pouco nessa fase de nossa música que hoje em dia praticamente só nossos avós recordam. (E o Zuza Homem de Mello, claro, que, cá entre nós, tem a maior cara de avô... hehe)

Graças a blogs como o Um Que Tenha, o ranking “Most Played” do meu iPod hoje é ocupado por gente como Orlando Silva, Lucio Alves, Os Cariocas, Pixinguinha, Garoto, Dick Farney, Noel Rosa, entre outros.
Destes, só está difícil achar gravações originais do Garoto. Uma pena.
Mas o Raphael Rabello quebrou meu galho e, junto com outro monstro, o Radamés Gnatalli, produziu um belíssimo disco com versões de suas composições.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
#2
Esta data, que já virou expressão, todo ano costuma trazer às rodinhas de bate-papo o mesmo assunto: onde você estava e o que fazia na hora dos atentados às torres gêmeas? E todo mundo se lembra.
Eu estava em casa. Mais precisamente na cama, acordando. Na época, eu começava meu primeiro estágio na advocacia e só tinha que ir ao escritório na parte da tarde. A TV estava ligada e a primeira torre já havia sido atingida.
Os comentaristas diziam que aquilo era um acidente e o nome de Osama Bin Laden não passava pela cabeça de ninguém quando o segundo avião atravessou o céu de Manhattan e se chocou contra a segunda torre. Eu vi, ao vivo.
E fiquei grudado na frente da TV até sair para o escritório onde, evidentemente, todos estavam apertando F5 em seus computadores para saber mais e mais.
Tragédias fascinam.
E rendem belas homenagens, como essa que o U2 fez às vítimas do 11/09, durante o Super Bowl de 2002.
A pergunta que se faz é: se o mega acelerador de partículas, acionado anteontem na Suíça, for mesmo capaz de gerar um buraco negro que colocará um “The End” naquela história que começa com “No princípio, Deus criou o céu e a terra”, o U2 de qual planeta tocará em nossa homenagem?
Se bem que U2 não. Um É o Tchan seria mais coerente.



