
Semana passada, durante o festival de cinema do Rio de Janeiro, minutos antes da exibição do filme “Todo Mundo tem Problemas Sexuais”, de Domingos de Oliveira, Pedro Cardoso leu um manifesto contra a nudez no cinema e na TV brasileira.
Neste documento, Pedro acusou a nudez gratuita, aquela cujo único propósito é “agradar” o público, sem nada acrescentar à obra - fenômeno que há muito tempo constrange e incomoda boa parte do próprio público.
Admiro muito o trabalho do Pedro como ator e autor (recentemente, li e gostei bastante de “Os Ignorantes” e “O Auto-Falante”) e também a sua coragem de se manifestar sobre um assunto tão delicado de nossa cultura.
Embora, como bom mineiro que sou, minha posição quanto a esse assunto já esteja sacramentada há muito.
Dois cumpadre de Uberaba tavam bem sossegadim fumando seus respectivos cigarrim de paia e proseano. Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:
- Cumpadre, o que quiocê acha desse negócio de nudez?
No que o outro respondeu:
- Acho bão, sô!
O outro ficou assim, pensativo, meditativo... e perguntou de novo:
- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?
E o outro:
- Uai! É mió nudês do que nunosso, né não?
3 comentários:
E a entrevista com o MIDANI? Leu?
Abr
Li, na íntegra. Muito foda. Deu mais vontade ainda de ler o livro.
HUAHAUHAUHAUA
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