terça-feira, 14 de outubro de 2008

#21


Semana passada, durante o festival de cinema do Rio de Janeiro, minutos antes da exibição do filme “Todo Mundo tem Problemas Sexuais”, de Domingos de Oliveira, Pedro Cardoso leu um manifesto contra a nudez no cinema e na TV brasileira.

Neste documento, Pedro acusou a nudez gratuita, aquela cujo único propósito é “agradar” o público, sem nada acrescentar à obra - fenômeno que há muito tempo constrange e incomoda boa parte do próprio público.

Admiro muito o trabalho do Pedro como ator e autor (recentemente, li e gostei bastante de “Os Ignorantes” e “O Auto-Falante”) e também a sua coragem de se manifestar sobre um assunto tão delicado de nossa cultura.

Embora, como bom mineiro que sou, minha posição quanto a esse assunto já esteja sacramentada há muito.

Dois cumpadre de Uberaba tavam bem sossegadim fumando seus respectivos cigarrim de paia e proseano. Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:

- Cumpadre, o que quiocê acha desse negócio de nudez?

No que o outro respondeu:

- Acho bão, sô!

O outro ficou assim, pensativo, meditativo... e perguntou de novo:

- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?

E o outro:

- Uai! É mió nudês do que nunosso, né não?

3 comentários:

Diogo disse...

E a entrevista com o MIDANI? Leu?

Abr

ivan disse...

Li, na íntegra. Muito foda. Deu mais vontade ainda de ler o livro.

_Gabriel disse...

HUAHAUHAUHAUA